Showing posts with label nostalgia. Show all posts
Showing posts with label nostalgia. Show all posts

Monday, March 11, 2019

11 de Março.

Monday, March 11, 2019 1

By Tina - The World turns around.

O mundo é uma roda ( ou seria uma bola?)  Esse é um dia de alegria e lembrança para mim. Lembro.

Gira, roda, vai e volta. Não volta sempre, traz para a gente uma nova roda, outra volta. E a vida roda.

Esse dia "11 de Março"  sempre será meu e do meu bebê. Nunca vou esquecer.  Feliz, sempre.  Triste também. A vida te dá e tira ao mesmo tempo. O meu  "Bebê" eu nunca vou esquecer. O dia era 11 de março.  Minha segunda filha  aconteceu neste dia na nossa vida..  Ela não me ama como eu gostaria, mas sou a mãe dela. Amo muito. Filho a gente não escolhe, aceita, ama e cria .E torce muito pela felicidade deles.  Teria meu bebê me amado ? Marcus Vinícius seria seu nome. Não sei. Vidas futuras dirão, ou não. Jamais saberemos...

Eu sempre vou te amar, meu filho que não chegou. 11 de Março.


Mamãe.


Tina


Monday, July 16, 2018

Time - My song.

Monday, July 16, 2018 0
Flying... to the stars! To the Moon!


"Time, flowing like a river
Time, beckoning me
Who knows when we shall meet again
If ever
But time
Keeps flowing like a river
To the sea
Goodbye my love,
Maybe for forever
To the Moon,  to the sky, forevermore...

Goodbye my love,
The tide waits for me
Who knows when we shall meet again
If ever
But time
Keeps flowing like a river (on and on)
To the sea, to the sea
Till it's gone forever
Gone forever
Gone forevermore
Goodbye my friends (goodbye my love)
Maybe forever
Goodbye my friends (who knows when we shall meet again)
The stars… "

Good bye my love...


beijos,

Tina

Monday, April 05, 2010

Tempos modernos

Monday, April 05, 2010 9


"Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.

Ninguém avisava nada, o costume era chegar de pára-quedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre. E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável! A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando- nos e olhando a casa do tal compadre.

Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim. Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:

– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa. Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa. Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também.

Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.

Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:

– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais. Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite... Que saudade do compadre e da comadre!"

Texto de José A. Oliveira Resende - UFSJDR / MG


Eu vivi esse tempo enquanto criança, era bom mesmo. Faz falta nesses "tempos modernos "que ora vivemos onde sobra tecnologia para agilizar a vida e ainda assim nos falta tempo.

Onde terá ido aquele "aparece em casa para a gente tomar um café "... ? Fica a pergunta, cheia de nostalgia.


beijos e boa semana a todos,

Tina
 
luzdeluma st © Code is Pocket