Monday, August 29, 2016

Happy Birthday, again!

Monday, August 29, 2016 0
Imagem da Net.


"No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida. 

Hoje já não faço anos.
Duro.

Somam-se os dias.
Serei velha quando o for.
Mais nada.. e lembro bem:
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...  "

(Fernando Pessoa, perfeito como sempre.)


Então lá vamos nós: outro ano, nova idade, novo tempo. E a gente não sabe quando vai terminar.

O tempo passa, a vida muda. Velhos hábitos não mais existem. Fica só a vontade de manter o que vinha realizando. Nem isso posso mais. Não mesmo.

É um novo aniversário, é um novo tempo. É apenas uma parede em branco, na qual não consigo imaginar o que será desenhado. Não mesmo. Só me resta esperar, e tentar.

Imagem da Net.
Mais um ano ( ou seria menos um ?)  Vou celebrar com o básico cupcake com uma vela e uma bela taça de vinho, naturalmente. Eu mereço, com certeza. Devo receber parabéns de amigos - isso sempre conta -  e agradeço ! Mas sem festa o aniversário fica assim. Só assim. :(  Alguém poderia me explicar por que é que não fazem festa de niver para os velhos ? :(

Saudade do tempo em que ainda celebravam meu aniversário. Faz temmmmmpo.

"Hoje já não faço anos, duro." (parece fácil, não ? ) 


Boa semana a todos, a vida continua. Ainda estou por aqui.

beijos,

Tina

Monday, August 22, 2016

Cansada.

Monday, August 22, 2016 0
Imagem da Net. Desconheço autoria.


Tem tempo para tudo. Tempo para viver, tempo para mudar, tempo para rever.

Estou nesse tempo. É preciso mudar. É preciso recomeçar.

Eu vou. Preciso. Mas estou cansada.

Viver não é preciso, já dizia Fernando Pessoa.

" Troco gente chata por vinho", sério mesmo.


Boa semana pessoal.

beijos,


Tina

Sunday, August 14, 2016

Tempo que vai... Pai.

Sunday, August 14, 2016 4
Pai... meu pai. Pintou esse quadro para mim. Falaria isso?

"Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, aguenta
Se sujou, cai fora
Se dá pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora

Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite...

Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance

Se tá puto, quebre
Ta feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre

Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure...

Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele...

Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
E quer dever, prometa
Para  moldar, derreta
Não se submeta."


(Lenine)

Meu pai não viveu esse tempo. Acho que concordaria com ele. Eu sinto. Falta. Pai.Coisa boa de viver, ser, sentir.  O tempo passou. Vontade e saudade que fica.

Feliz Dia dos Pais onde quer que você esteja ! Sempre vou te amar !


Boa semana a todos,

beijos,

Tina

Monday, August 08, 2016

Envelhecendo...

Monday, August 08, 2016 2


SEXALESCENTES OU… SEXYGENÁRIOS?

Por Tita Teixeira

"Se estivermos atentos, podemos notar que está a aparecer uma nova classe social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade. Os sexalescentes: é a geração que rejeita a palavra “sexagenário”, porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.

Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica – parecida com a que, em meados do século 20, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.

Este novo grupo humano que hoje ronda os sessenta teve uma vida razoavelmente satisfatória. São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a atividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.  Talvez seja por isso que se sentem realizados…

Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já o fizeram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro quer num, quer na outra. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabem bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o vôo de um pássaro da janela de um 5.º andar…

Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e ativas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.

Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos “sessenta”, homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe (e veem-se), e até se esquecem do velho telefone para contatar os amigos – mandam e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.

De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram muda-lo.Raramente se desfazem em prantos sentimentais.

Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota, e parte para outra…
Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza; mas não se sentem em retirada.

Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo…
Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do esporte.
Nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo.

Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase
inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.

Hoje, as pessoas na década dos sessenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão a estrear uma idade que não tem nome.

Antes seriam velhos e agora já não o são.

Hoje estão de boa saúde, física e mental, recordam a juventude mas sem nostalgias tolas, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.

Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios…

Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60
no século 21…"

~=~=~=~=~=~=~=~=~=~=~

Recebi esse texto de uma amiga da Net. Achei lindo, sensato e resolvi publicar, vale a pena ler.

Desejo a todos uma ótima semana!


PS: Vivendo meu inferno astral !  Me aguardem... rs rs

beijos,

Tina
 
luzdeluma st © Code is Pocket