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Monday, December 16, 2019

Dr. Jivago - Boris Pasternak

Monday, December 16, 2019 0
Imagem da Net
"Boris Pasternak recusa prêmio Nobel de Literatura.

Em 29 de outubro de 1958, o autor russo Boris Pasternak recusou o Prêmio Nobel de Literatura daquele ano. No dia 23 do mesmo mês, ele havia sido anunciado pela Academia Sueca como o vencedor da premiação. A recusa aconteceu devido à pressão do governo soviético, que se opunha ao escritor.

Após saber da premiação, Pasternak enviou no dia 25 de outubro um telegrama à Academia Sueca se dizendo "infinitamente grato, emocionado, orgulhoso, surpreso, maravilhado". Nesse mesmo dia, o Instituto Literário de Moscou exigiu que todos os seus alunos assinassem uma petição denunciando Pasternak e seu romance "Doutor Jivago", considerado antissoviético. Além disso, Pasternak foi informado de que, se viajasse para Estocolmo para receber seu Nobel, ele seria impedido de entrar novamente na União Soviética.

Depois das ameaças, Pasternak enviou um segundo telegrama ao Comitê do Nobel: "Em vista do significado dado à premiação pela sociedade em que vivo, devo renunciar a essa distinção imerecida que me foi conferida. Por favor, não entendam mal a minha renúncia voluntária". O fato deixou o autor emocionalmente abalado. "Não pude reconhecer meu pai quando o vi naquela noite. O rosto pálido e sem vida, olhos cansados e doloridos e falando apenas da mesma coisa: 'Agora nada mais importa, recusei o prêmio'", disse seu filho, Yevgenii Pasternak.

Apesar de sua decisão de recusar o prêmio, o Sindicato dos Escritores Soviéticos continuou a demonizar Pasternak na imprensa estatal. Além disso, ele foi ameaçado de ser mandado ao exílio no Ocidente.

Em resposta, o autor escreveu diretamente ao líder soviético Nikita Khrushchev para que ele não tomasse essa medida extrema. Em 31 de outubro de 1958, o sindicato anunciou a expulsão de Pasternak da entidade. Seus membros também assinaram uma petição exigindo que Pasternak fosse despojado de sua cidadania soviética e exilado para "seu paraíso capitalista". O autor morreu dois anos depois. 

Em dezembro de 1989, Yevgenii Pasternak foi autorizado a viajar para Estocolmo para receber o Prêmio Nobel de seu pai. Na cerimônia, o aclamado violoncelista e dissidente soviético Mstislav Rostropovich executou uma obra de Bach em homenagem ao seu falecido compatriota."

Meu autor predileto dos tempos de minha juventude. Não consigo imaginar o que ele passou depois de "recusar" o Premio Nobel de Literatura.  Triste sina vivida por intelectuais e/ou escritores da velha União Soviética.  "Doutor Jivago" é uma obra prima e depois foi brilhantemente filmada. Não consigo assistir sem chorar... Omar Sharif & Julie Christie foram brilhantes. Um livro e um filme para não esquecer, com certeza.

Momento saudade...

boa semana,

Tina

Friday, November 22, 2019

Partida e Chegada by Henry Sobel.

Friday, November 22, 2019 1


                                                               "Partida e Chegada"

"Henry Sobel, por ocasião da morte de Mário Covas contou a seguinte parábola:


Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espectáculo de beleza rara.


O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.
Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.

Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: "já se foi". Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver.
Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exacto instante em que alguém diz: "já se foi", haverá outras vozes, mais além, a afirmar: "lá vem o veleiro" !!! Assim é a morte.

Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: "já se foi". Terá sumido? Evaporado? Não, certamente.

O ser que amamos continua o mesmo, as suas conquistas persistem dentro do mistério divino.

Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita. E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: "já se foi", no além, outro alguém dirá: "já está chegando". Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a vida.

Na vida, cada um leva a sua carga de vícios e virtudes, de afectos e desafectos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.


A vida é feita de partidas e chegadas.


De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.


Assim, um dia, todos nós partimos como seres imortais que somos todos nós ao encontro daquele que nos criou."


~.~.~ .~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~


O Rabino Henry Sobel partiu hoje desse nosso mundo. Com certeza já chegou no andar de cima. Tive o prazer de conversar com ele há anos atrás quando preparava o meu TCC na Faculdade de História.

A vida é feita de "Chegadas e Partidas"... um dia a gente chega e um dia a gente vai... Time.

beijos e não se esqueça de que a vida é feita de chegadas e partidas....

Tina

Monday, June 08, 2015

Perfeita definição

Monday, June 08, 2015 2
"Os Frades" by H.Fabrício

"Cultura é o que fica, nas pedras antigas da cidade de Palmyra ou na coleção do Louvre.

História é o que passa e avança, muitas vezes com violência.

Cultura cria, História destrói, e não tem o menor interesse em arte.

Elas podem se complementar, mas nunca será uma convivência tranquila."

Texto de L. Fernando Veríssimo

Eu sou Historiadora e adoro Arte, independente da arte, admiro a criatividade, a técnica, as cores, a ideia, o trabalho como um todo. E isso pode ser visto em um quadro de Van Gogh ou em uma peça tricotada à mão pela minha sogra. Tem coisa mais linda do que ouvir o maestro João Carlos Martins tocando piano? É deslumbrante. Arte é a busca da beleza. E faz história.

Eu, apesar de admirar muito, domino com relativa facilidade apenas uma pequena porção no campo das artes, a saber: culinária (cozinhar é sim uma arte!) e trabalhos manuais (restritos a trico, croche e bordado em geral). Não é muito, mas certamente é melhor que nada.

A minha frustração fica por conta da pintura e da jardinagem ( não tenho mão e nem jeito para nenhuma das duas!) mas me sinto plenamente recompensada em família pois meu pai pintava bem sem nunca ter estudado pintura e minha filha tem domínio total da jardinagem. Ainda bem.

E pensar que disse tudo isso só porque queria postar a foto do quadro que meu pai pintou para mim quando nasci. É o quadro da foto acima. Lindo!

O texto de Veríssimo foi publicado no Caderno Dois do jornal O Estado de São Paulo no domingo passado e é realmente de autoria dele - não é uma daquelas "invenções da Net, e tenho que admitir que há tempos não me deparava com uma definição tão clara, tão perfeita.

Boa semana a todos.

beijos,

Tina

Monday, January 10, 2011

Viajando...

Monday, January 10, 2011 7

"A finalidade da arte é, simplesmente, criar um estudo da alma."
Oscar Wilde

Nada como começar o ano viajando, indo de encontro ao novo, ao desconhecido. Estou em Viena, Austria desde ontem e já tenho diversas coisas para contar.

Viena é a capital de um país de apenas 15 milhões de habitantes, sendo que na cidade de Viena propriamente dita residem 1,7 milhões de pessoas.

No início do séc XX Viena era a terceira maior cidade da Europa ficando abaixo apenas de Paris e Londres em população. Vale lembrar que o império austro-hungaro era uma espécie de Comunidade Européia da época, recheada de austriacos, alemães, tchecos, hungaros, eslovenos, alguns italianos (Veneza, Milão), croatas, poloneses, transilvanios, ucranianos e por aí afora.

Em Viena acontecem coisas tipo:

- você pode levar seu cachorro para qualquer lugar de ônibus, metro ou trem - desde que usem "fucinheira" (palavra estranha...rs)


- você pode andar de ônibus, trem, metro e não pagar nada - se quiser arriscar, naturalmente - pois não existe cobrador e nem roleta (?) - a não ser que seja o seu dia de sorte e que um Kontroller entre no onibus, trem ou metro e gentilmente peça para ver seu bilhete... e se você não tiver ... vai ter que pagar uma multa de quase 50 Euros ! Eu nunca arrisquei e creio que o mesmo procedimento é seguido por praticamente toda a população;

- você descobre ao passar por uma ponte sobre o rio Danúbio - que ele é lindo e limpo - mas não é azul - principalmente quando congela como neste mês...(rs);

- todas as ruas de Viena (exceto no centro da cidade) tem ciclovia - e a população usa mesmo a bicicleta por aqui, a gente vê diversas nos "estacionamentos" do metro;

- na maioria dos restaurantes e/ou bares de Viena ainda se pode fumar tranquilamente sem que ninguém considere o fumante um ser de outro planeta;

- por aqui se respira história e, no meu caso, isso é muito bom.

- e o restante é música, ópera e arte. E Mozart, Strauss, etc, etc. Tudo da melhor qualidade, naturalmente. Viena é 100 !


Prometo mais fotos e novidades no próximo post.


beijos e boa semana a todos,


Tina

Wednesday, July 09, 2008

9 de Julho

Wednesday, July 09, 2008 17

" Em 1930, uma revolução derrubava o governo dos grandes latifundiários de Minas Gerais e São Paulo. Getúlio Vargas assumia a presidência do Brasil em caráter provisório, mas com amplos poderes. Todas as instituições legislativas foram abolidas, desde o Congresso Nacional até as Câmaras Municipais. Os governadores dos Estados foram depostos. Para suas funções , Vargas nomeou interventores.

A política centralizadora de Vargas desagrada as oligarquias estaduais, especialmente as de São Paulo. As elites políticas, do Estado economicamente mais importante, sentem-se prejudicadas. E os liberais reivindicam a realização de eleições e o fim do governo provisório. O governo Vargas reconhece oficialmente os sindicatos dos operários, legaliza o Partido Comunista e apóia um aumento no salário dos trabalhadores.

Estas medidas irritam ainda mais as elites paulistas. Em 1932, uma greve mobiliza 200 mil trabalhadores no Estado. Preocupados, empresários e latifundiários de São Paulo se unem contra Vargas.

O estopim da revolução acontece no dia 23 de maio quando é realizado um comício reivindicando uma nova constituição para o Brasil. O comício termina em conflitos armados. Quatro estudantes morrem: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo. A revolução entretanto, só será irrompida em 9 de julho de 1932.

As iniciais de seus nomes formam a sigla MMDC, que se transforma no grande símbolo da revolução. E em julho, explode a revolta. As tropas rebeldes se espalham pela cidade de São Paulo e ocupam as ruas. A imprensa paulista defende a causa dos revoltosos. No rádio, o entusiasmo de Cesar Ladeira faz dele o locutor oficial da Revolução Constitucionalista. Uma intensa campanha de mobilização é acionada.

Quando se inicia o levante, uma muldidão sai às ruas em seu apoio. Tropas paulistas são enviadas para os fronts em todo o Estado. Mas as tropas federais são mais numerosas e bem equipadas. Aviões são usados para bombardear cidades do interior paulista. E mais de 35 mil homens de São Paulo enfrentam um contingente de 100 mil soldados. Os revoltosos esperavam a adesão de outros Estados, o que não aconteceu.

Photo

Em outubro de 32, após três meses de luta, os paulistas se rendem. Prisões, cassações e deportações se seguem à capitulação. Estatísticas oficiais apontam 830 mortos. Estima-se que centenas a mais de pessoas morreram sem constar dos registros oficiais. A Revolução Constitucionalista de 1932, foi o maior confronto militar no Brasil no século XX. Apesar da derrota paulista em sua luta por uma constituição, dois anos depois da revolução, em 1934, uma assembéia eleita pelo povo promulga a nova Carta Magna." (fonte)

O monumento acima, também conhecido como "Obelisco" - por ser parecido com o obelisco egípcio, é uma homenagem aos combatentes da revolução de 32. Ele está localizado ao lado do Parque Ibirapuera, tem 72 metros de altura e esculturas em todas as faces. Foi projetado por Galileu Emendabile e inaugurado em 9 de julho de 1955.

E, como vocês bem devem saber, hoje é feriado aqui em São Paulo, e eu vou lá curtir.

beijos e boa 4 feira a todos.

Tina

Tuesday, December 05, 2006

Árvore de Natal

Tuesday, December 05, 2006 21

A origem

A Árvore de Natal é conhecida em algumas regiões da Europa como “Árvore de Cristo” e desempenha papel importante na data comemorativa do nascimento de Jesus.

Os relatos mais antigos que se conhecem da Árvore de Natal datam de meados do século 17, e são provenientes da Alsácia, encantadora província francesa
.

Pinheiros em Vermont - USA

Descrições de florescimentos de árvores no dia do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo levaram os cristãos da antiga Europa a ornamentar suas casas com pinheiros no dia do Natal, única árvore que nas imensidões da neve permanece verde.

A Árvore de Natal é um símbolo natalino que representa agradecimento pela vinda de Jesus Cristo.

O costume de se preparar também um presépio foi passando de país a país, alcançando hoje até lugares onde a neve é um fenômeno inexistente.

Você sabe qual é a origem esotérica da Árvore de Natal?

Lagoa - Rio de Janeiro

Para os gnósticos, a Árvore de Natal tem profunda concordância com as tradições Alquímicas, Cabalísticas e Cósmicas de todas as tradições. Todos os presentes, todos os enfeites, as cores etc., têm um significado profundo e altamente simbólico.


Já para os católicos e/ou não católicos, entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indica a Alemanha como país de origem, atribuindo a novidade a Martinho Lutero , autor da Reforma Protestante do século XVI. Ele teria montado um pinheiro enfeitado com velas em sua casa. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.

Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de "Saturnália" que coincidia com o nosso Natal. (texto adaptado / fonte)

Ao se montar a Árvore de Natal, devemos lembrar sempre compô-la não só de acordo com a tradição, mas criando-a com amor e esperança para carregar o ambiente onde ela está com vibrações positivas, de alegria, cor, luz, nascimento, vida!


Eu gosto muito de preparar minha casa para o Natal, afinal: sempre é tempo de comemorar, e acho que não devemos deixar de lado as tradições: luz, cor e esperança andam de mãos dadas. Não importa o "presente" material que é puro comércio; o " presente" maior a gente recebe a cada dia, ao acordar (e raramente damos o valor devido). Reconheçamos o presente nosso recebido com o dia. Faz bem agradecer. E é de graça.

beijos,

Tina

Saturday, October 28, 2006

Citando Sir W.Churchill

Saturday, October 28, 2006 17
Sir Winston adorava desconcertar as pessoas com seu típico "English Humor". Conseguiu de novo: no dia em que resolvo homenageá-lo quem recebeu a homenagem fui eu ! Obrigada Jôka, obrigada mesmo querido! Sem palavras...

*** *** ***
Quando Churchill fez 80 anos um repórter de menos de 30 foi fotografá-lo e disse:

- Sir Winston, espero fotografá-lo novamente nos seus 90 anos.

Resposta de Churchill: -"
Por que não? Você me parece bastante saudável. "

*** *** ***
Telegramas trocados entre Bernard Shaw (maior dramaturgo inglês do século 20 ) e Churchill (maior líder inglês do século 20 ).

Convite de Bernard Shaw para Churchill: "Tenho o prazer e a honra de convidar digno primeiro-ministro para primeira apresentação minha peça Pigmalião. Venha e traga um amigo, se tiver." Bernard Shaw

- Resposta de Churchill para Bernard Shaw:
"Agradeço ilustre escritor honroso convite. Infelizmente não poderei comparecer primeira apresentação. Irei à segunda, se houver."

*** * * * ***

- General Montgomery estava sendo homenageado, pois venceu Rommel na batalha da África, na IIª Guerra Mundial. Discurso do General Montgomery: "Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói" .

Churchill ouviu o discurso e com ciúmes, retrucou: "Eu fumo, bebo, prevarico e sou chefe dele !"

*** *** * * *

Bate-boca no Parlamento inglês. Aconteceu num dos discursos de Churchill em que estava uma deputada oposicionista, do tipo Heloisa Helena, que pediu um aparte.

Todos sabiam que Churchill não gostava que interrompessem os seus discursos. Mas foi dada a palavra a deputada e ela disse em alto e bom tom.

-Sr. Ministro, se V. Exa. fosse o meu marido, colocava veneno em seu café!

Churchill, com muita calma, tirou os óculos e, naquele silêncio em que todos estavam aguardando a resposta, exclamou:

-"Se eu fosse o seu marido, eu tomava este café."

*** *** ***

Ele foi um grande estadista, meio filósofo até. Com certeza, sabia das coisas, sabia da vida, sabia de governar, sabia de viver... O post é tentativa de "desanuviar" este clima que nos ronda.

beijos,

Tina
 
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