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Monday, December 12, 2016

Crime & Castigo.

Monday, December 12, 2016 0
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Larissa era uma menina  pequena, quase bonitinha. Vivia com a mãe e os irmãos somente. O pai já os havia abandonado há tempos e Larissa, apesar dos irmãos e da mãe, se sentia sozinha. Sentia saudade do pai que quase nunca aparecia.

Um belo dia Larissa vai com sua mãe e irmãos fazer compras. Eles deveriam ter uns 4 ou 5 anos. Os tempos eram difíceis, pouca comida, pouco dinheiro, com certeza. Era sábado.

A mãe deles passava por muitas provações àquela época, todos na vizinhança sabiam. Não deve haver nada pior do que ver seus filhos passarem fome, necessidade, vontade.

E a mãe entra em um mercado para comprar alguma coisa para fazer um mínimo jantar para os filhos, ela não tinha muito dinheiro, mas seria suficiente para alimentá-los aquela noite.

A mãe compra o necessário com o pouco que tem. Larissa está do lado de fora da loja e vê uma banca cheia de doces, balas, guloseimas. Do alto dos seus 5 anos ela não "resiste" e pega uma bala, uma simples bala do balcão. Esconde entre as mãozinhas. Uma bala.

A família está saindo do mercado, com a pouca compra paga, certo ?  Não.

O dono do mercado olha para a mãe e pergunta : a Sra não vai pagar a bala que a menina pegou ?

A mãe olha espantada para menina Larissa não acreditando no que ouviu e abre a mão dela, vê a bala e devolve ao dono do mercado. Pede desculpa pelo ocorrido. E se vão.

Conclusão:

- A menina Larissa não comeu /chupou a bala;

- Quando chegaram em casa a menina Larissa jurou para mãe que se arrependeu do feito;

- A menina Larissa teve a mão direita queimada pela mãe na chama do fogão para "aprender a não roubar"!
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- Roubar ? Com 5 anos ?

- A menina Larissa nunca se esqueceu disso;

- A menina Larissa ficou muito triste;

- A mão da menina Larissa não ficou com cicatriz;
            (a cicatriz ficou na alma, com certeza)

- A menina Larissa nunca mais comeu /chupou balas;

- A menina Larissa cresceu sem pai, sem balas, sem infância.



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(Obra de ficção / texto by Tina)


A vida tem dessas coisas: pensem antes de agir.  

Tenham cuidado com seus filhos, ações marcam e não tem volta. Não mesmo.

Eu sei que é época de Natal, mas me respondam:

"Foi justo o castigo para tal crime ?"


Pensar e repensar, sempre. Repensar 1000 vezes, sempre. Vale.


Boa semana a todos,

Tina

Monday, May 02, 2016

Mãos.

Monday, May 02, 2016 0
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"Quando tuas mãos saem,
amada, para as minhas,
o que me trazem voando?
Por que se detiveram
em minha boca, súbitas,
e por que as reconheço
como se outrora então
as tivesse tocado,
como se antes de ser
houvessem percorrido
minha fronte e a cintura?

Sua maciez chegava
voando por sobre o tempo,
sobre o mar, sobre o fumo,
e sobre a primavera ,
e quando colocaste
tuas mãos em meu peito,
reconheci essas asas
de paloma dourada,
reconheci essa argila
e a cor suave do trigo.

A minha vida toda
eu andei procurando-as.
Subi muitas escadas,
cruzei os recifes,
os trens me transportaram,
as águas me trouxeram,
e na pele das uvas
achei que te tocava.
De repente a madeira
me trouxe o teu contacto,
a amêndoa me anunciava
suavidades secretas,
até que as tuas mãos
envolveram meu peito
e ali como duas asas
repousaram da viagem."


Eu sempre "amei" mãos" ! Masculinas, femininas, bonitas, bem tratadas. Mas tenho que confessar: as mãos masculinas sempre me fascinaram, fossem mãos dos homens amados , dos homens queridos, dos amigos chegados. Amo mãos masculinas, mãos bonitas, delicadas e másculas ao mesmo tempo,  beleza singular (sem generalizar),  com certeza.

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As mãos dos "arquitetos", dos  "engenheiros" têm uma beleza diferente, natural ? Acho que vem de dentro.  Eu,  que por muitos anos trabalhei em empresas de Engenharia, conheci vários desenhistas, vários engenheiros, vários arquitetos. Observar a  mão "deles",  o deslize suave  trabalhando era sempre uma delícia para mim. O modo fácil do caminhar sob a prancha, o leve movimento, o desenho que saía tão fácil. Eu tenho que confessar uma coisa aqui: "morro de inveja da pessoa que desenha e pinta bem". #prontofalei

 
Eu sempre quis saber desenhar, pintar e patinar. Minhas frustrações não realizadas. Forever. :(

Mãos bonitas, mãos que criam, mãos que acontecem, mãos que edificam, mãos que nos deleitam. Eu nunca consegui criar ou fazer nada através da pintura e nem do desenho. Meus "dotes" manuais ficaram nos trabalhos manuais (tricot, crochet e na arte de cozinhar) só ! 

O lado bom é que tive a chance de ver mundo afora, as melhores realizações de grandes pintores, de grandes artistas que sempre apreciei.  Com certeza.  Meu pintor predileto Vincent Van Gogh me realizou através de seus quadros.  Tive a oportunidade de ver várias exposições dele (Van Gogh)  e a de  Milão  nunca vou esquecer.  Perfeita.


Expo Van Gogh em Milão em  2014 - PERFEIÇÃO !
Ah! sem contar as  várias vezes em que me vi diante dos Girassóis de Van Gogh (original) alegria sem fim. Feliz por ter chegado até aqui.

Girassóis by Van Gogh - foto by Tina - National Gallery in London.

Mãos que coordenam o mundo, que desenham, que criam, que dão vida ao inanimado. Perfeição. Pelo menos tive a sorte de conviver com mãos bonitas, por um bom tempo. Fetiche? Acho que não...


Continuo na minha, só apreciando. Nem tudo está perdido, certo ? rs

Boa semana a todos.


beijos,

Tina
 
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