A Lila me passou um meme:- abrir um livro na página 161 e reproduzir a quinta frase: eu confesso que no livro que peguei a página 161 não dizia nada que eu pudesse postar. Corri para a página 61 (para manter a dezena, pelo menos) e vejam o que encontrei:"... Houve um tempo em que as palavras eram tão poucas que nem sequer as tínhamos para expressar algo tão simples... Às pessoas de agora não lhes passa pela cabeça o trabalho que deram a criar estes vocábulos, em primeiro lugar, e quem sabe não terá sido , de tudo, o mais difícil, foi preciso perceber que havia necessidade deles, depois houve que chegar a um consenso sobre o significado dos seus efeitos imediatos, e finalmente, tarefa que nunca viria a concluir-se por completo, imaginar as consequências que poderiam advir, a médio e a longo prazo, dos ditos efeitos e dos ditos vocábulos."(by José Saramago - "O Homem Duplicado" - Cia das Letras)
Eu (e mais uma enormidade de pessoas) acho que as palavras são como uma arma: uma vez ditas (atiradas) não há nada que as faça voltar. Todo cuidado é pouco. Muito saber é preciso. Não dá para esquecer. A gente pode até perdoar algo que foi dito no calor de uma discussão, numa hora da raiva, mas esquecer? hummmmm... Isso é outra coisa, é assunto para outro post.
Por esta razão eu uso e ouso aconselhar - infinita diplomacia no falar. Não custa nada na hora, mas pode custar tudo no porvir. E a palavra proferida não tem volta, isso é certeza.

E não deixem de assinar a petição pela liberdade de Ana Virgínia: brasileira como nós.
beijos e linda semana a todos,
Tina










