Monday, November 12, 2007

Casamento

Monday, November 12, 2007
"A intimidade entre o homem e a mulher não deve nunca ser tão grande

que envenene a necessidade radical de cada um de liberdade interior."

G. Marañon (1887-1960)

Ontem fomos à um casamento. Dois jovens - ele com 23 e ela com 22 anos de idade - melhor dizendo - duas crianças que se divertiram durante a festa como só as crianças sabem fazer. Eles não estavam errados, a intenção era essa mesmo e espero que sejam muito, muito felizes.

Mas eu num dado momento, comecei a pensar na facilidade e/ou fragilidade do casamentos de hoje em dia: casa-se à toa, separa-se por nada, começa-se tudo de novo, acaba-se novamente. E nada. Falta compromisso. Nada-se numa correnteza que parece empurrar os casais ao matrimônio-perfeito-até-que-o-divórcio-os-separe. E lá vão eles a procura de novos pares, de um novo casamento. Começar de novo quantas vezes for necessário.

Eu não consigo entender esta total facilidade, esta quase leviandade com que os casais de hoje se casam e/ou se separam: é como se estivessem trocando de sapato ou de corte de cabelo. É quase o mesmo que uma criança faz ao deixar de lado um brinquedo que já não é novidade. E ninguém pensa em realizar a tal da felicidade... (ou talvez pensem ,unilateralmente, verdade seja dita.)
Gostaria de deixar bem claro que nada tenho contra quem se casa/divorcia/casa novamente: nada contra! Respeito, mas concordar é outro assunto.



Um casamento não é feito só de flores e nem só de espinhos, disso sabemos faz muito tempo. Há muito que ceder, que aceitar, que discutir, que conversar, que concordar e discordar também - afinal é por este caminho que se chega aos grandes feitos e descobertas. A vida a dois é um exercício diário de paciência e de compreensão. É um bouquet onde cada flor tem seu perfume e cada espinho tem sua colocação. É o princípio do viver bem e do buscar a tal da felicidade como já dizia o poeta. E então viver o amor em toda a sua plenitude.

Cabe ao casal extrair o melhor da cada um e dividir (fundamental) o delicioso fruto que pode ser extraído desta convivência. E este fruto pode ser doce ou amargo: mas isto vai depender somente deles.

Estou filosofando muito hoje, melhor parar e encarar a segunda feira que está chegando.

beijos e boa semana,


Tina

25 comments:

  1. como eu sou do time casa/separa/casa de novo, abstenho-me de comentar...rs...beijos, querida...boa semana pra ti!

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  2. Tina, nunca fui a um casamento, acredita ?
    Quando os meus amigos e amigas se casaram eu morava na França.
    Todos já se separaram, por incrível que possa parecer.
    Uns casaram novamente, confirmando a sua tese do casa-separa-casa. Será que isso é a procura da felicidade no outro ou o medo da solidão ?
    Me casei no papel uma vez, na França, diante de um tabelião, e tal, mas só por conveniência, tudo de mentirinha. Depois também nos divorciamos... c´est fini ! Au revoir ! salut !
    IH, tô falando demais, né ?
    Bjs! Aparece aqui no Rio pra tomarmos aquele(s) chopp(s), tá !!!
    :)
    Bjs!
    Jôka

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  3. Onde assino? Hein?

    Concordo com cada palavrinha. Casamento é coisa mt séria, um tiro no escuro que deve acertar no alvo.
    Concordo com você.

    Dorei seu cantinho.

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  4. Concordo com você! Sou das antigas, acredito em amor eterno e faço dessa crença uma conquista diária.
    Beijos

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  5. Eu concordo com vc, casamento hj em dia virou um negocio lucrativo, um querer por querer... Não se tem mais o real motivo pra isso...
    Beijos

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  6. Meire9:03 AM

    Tina bom dia!

    Voce tem recebido as mensagens do amigo secreto?
    Amanha voce recebera’ um e-mail para confirmar sua participaçao, caso nao responda ateh o dia 14, o teu nome sera excluido automanticamente.

    Um abraço

    Meire

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  7. o que dizer...
    Concordo contigo, tanta coisa mudou, estar casado por 10 anos hoje já é considerado estranho...
    Por isso que quando vejo o amor do meus avos, fico bobo, tanto tempo juntos, uma vida inteira, e ainda se olham com um carinho tão grande...
    O que está errado com essa mundo afinal...

    Beijo e ótima semana.

    :*

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  8. To contigo,TINA. Não que um pedaço de papel vá segurar o casamento,mas ta mesmo muito facil casar e depois separar por qualquer coisa.
    Beijos e uma otima semana.

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  9. Tina! apareci!
    casamento duradouro parece coisa de ficção, né?! é o imediatismo tomando conta - tudo tem que dar certo agora, já! a vida não é assim, bem sabemos que há que se ter compreensão, comprometimento e vontade, muita vontade pra fazer a coisa dar certo!
    bjs!!!

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  10. Se filosofar não casa e se casar filosofando dói pra separar e se dói pra separar continua-se casado com dor, melhor nem pensar e seguir tentando ser feliz...
    dias lindos Tinavózinha flor
    beijos

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  11. Olá Tina faço minhas as tuas palavras, se não levas a mal.
    Lindo o texto.
    Beijinhos,
    Fernandinha

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  12. Lindo texto Márcia.
    Tenha ótima semana.
    Big Beijos

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  13. perfeito, Tina.

    dificil é fazer as pessoas entenderem rsrs

    Beijos (kbo a folga.. rsrs)

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  14. Tina, eu acho positiva a liberdade que ambos têm de se desvencilhar de um erro.
    Porém, creio que as coisas ultrapassaram todos os limites.
    Como você disse, hoje, o pessoal já se casa pensando na possibilidade da separação e não, na construção de uma vida juntos.
    Isso é muito triste e solitário. E fica mais grave quando há filhos.
    Outros tempos, outra forma de viver.
    Quem dera, fossem felizes!

    beijos, boa semana para você.

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  15. Oi, brigado tbm, mas eu sou menino, e não menina! (:

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  16. Um coração que segue em silêncio
    Colinas, cumeeiras, doce aroma de pão
    Descanso na paixão, caminho nela
    Quantas estações, tem o coração?

    Boa semana


    Mágico beijo

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  17. Tina, como casada há 25 anos, acho difícil ter uma opinião imparcial, visto que o meu casamento passou por três crises. No entanto, nós pagamos para ver e graças a Deus tudo deu certo. Acho uma temeridade uma menina de 22 anos se casar com alguém de 23. Ninguém merece. Beijocas

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  18. casar nessa idade deveria ser crime.

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  19. Olá.
    Para é que não: é morrer.
    Recomeçar, sempre: é viver.
    Parabéns

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  20. Pois é querida... Euzinha aqui, por exemplo, já me casei (e divorciei) duas vezes. A vida a dois é extremamente complicada. Não sirvo para isso não... Sempre priorizei os meus amigos e nunca consegui achar um equilíbrio. Hoje, já não quero mais casamento. Me sinto mais leve assim. Beijos

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  21. Tina e se eu contar pra você que na minha família, tanto do lado de mãe quanto de pai ainda não houve separações?
    Também sou do tipo que casa uma única vez. Como diz minha mãe, o primeiro casamento é por amor, os outros são por interesse. Então, dou preferência ao amor, respeito, admiração e todo o lado bom de um casamento. Coisas ruins, são superadas, se existirem um desses ingredientes que citei.
    Boa semana! Beijus

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  22. Quando nao tem jeito talvez seja melhor separar

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  23. As coisas mudaram muito e o casamento passou a ser apenas um contrato social entre duas pessoas. Casa-se para começar a namorar e enfim perceber que o casamento não é fácil e não é mesmo. A vida a dois significa dividir pra somar, mas nem todo mundo é bom em matemática...

    Ps. Tenho uma surpresa pra vc lá no Acqua. Espero que goste e não fique zangada.
    Bjus

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  24. Tina querida, sempre carinhosa...

    casar virou um verbo banal, que pena.

    bjss!

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  25. ery roberto12:20 PM

    Tina, também pensei como você, com a mesma preocupação durante algum tempo. Até quando me vi obrigado ao divórcio. Passei a entender, então, que ninguém conseguirá ser feliz se o outro não permitir, ou ninguém será feliz se o outro também não for. Encaro a separação como praticidade diante desta constatação. Que seria o certo? O indivíduo esperar até encontrar o(a) parceiro(a) ideal? Absolutamente não. Melhor tentar, quantas vezes forem necessárias, desde que a consciência e o respeito estejam norteando a convivência. Cada vez mais o ser humano sente necessidade de companhia, cada vez mais cedo na vida e talvez este seja o motivo desta busca que faz muitos jovens decidirem pelo casamento. Consigo pensar diferente: melhor seria um tempo maior de convivência, sem compromissos formais e sem filhos, até que se pudesse compreender e acreditar na possibilidade de realizar algo mais formal. Gostei do seu blogue. Voltarei. Forte abraço.

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