
só nos damos conta da profundidade das raízes desse amor
no momento da derradeira separação." (Guy Maupassant)
"Ciao mãe", até breve.
As semanas por aqui nunca mais serão as mesmas: agora falta você. Te amo, você sabe.
beijos,
Tina






"Nunca se apressa a espada celestial, nem se atrasa,Vantagens da memória e do esquecimento

Dia do Soldado - data criada em homenagem ao nascimento


Amor, então,
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.
Paulo Leminski



Numa dessas vindas, o pai resolveu levar todos para almoçar em Santos um sábado. No caminho, ele parou numa joalheria em S.B. do Campo para deixar um cordão dele para consertar.
Ela desceu do carro também e ficou na vitrine, literalmente vidrada olhando anéis, colares e pulseiras, cada um mais lindo que o outro, sonhando com todos eles em seus dedos, pulsos e pescoço. (Mas afinal: que mulher resiste à uma vitrine de joalheria?) rs*
- Pai, compra esse anel prá mim?
- Não! Hoje não é seu aniversário.
- Ah, mas por que não? Compra pai, é tão lindo!
- Já disse que não, vamos embora.
- Mas, pai...
- Outro dia eu compro, tá bom?
E lá se foram para Santos. Passearam pela cidade - ela sempre andava de mão dada com ele, (para total irritação da mãe... ) - e chegaram finalmente ao restaurante escolhido.
Todos sentados (mãe, irmã, irmão) ela e pai, que resolve pedir uma entrada. Quando ela se deu conta do que era a entrada, teve ânsia..: uma travessa de ostras ! Será que existe coisa mais nojenta aos olhos de uma criança - sim, ela ainda era bem criança - do que uma ostra aberta? Duvido muito.
Pai começa a cerimônia de degustação daquilo: pegar, soltar com o garfinho, espremer limão e sorver... argh! Até aí tudo bem, quem estava comendo era ele... que em certo momento diz à ela:
- Prova, é muito bom!
- Deus me livre, (diz ela) que coisa nojenta!
- Prova !
- Eu não pai, cruzes!
- E vocês (olhando para os irmãos) não vão provar?
- Lógico que não, (diz ela em nome de todos).
- Pensando bem, você ainda quer aquele anel?
- Lógico pai, você vai me dar?
- Se você comer uma ostra eu te dou o anel!
- Paiiiiii !!! Ai meu Deus, eu vou ter que comer uma ostra?
- Você quer o anel ou não?
- Quero! Mas é uma ostrinha só, né? (rs)
- É... (já espremendo limão na própria...)
- Tá bom! Eu como, mas eu quero o anel mesmo, tá?
E em seguida, ela fechou os olhos, tapou o nariz e abriu a boca... Vupt! a ostra desceu lisinha, nem sentiu o gosto, apenas engoliu e pronto! Ostra = anel. Parece fácil, não!?!"
E eu nunca mais comi ostra.
O anel está na caixa de jóias...(foto acima) e o pai...? O pai hoje é só saudade, mas viverá para sempre no meu coração...
Feliz Dia dos Pais!
"Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido ? Uma só.



A lendária burocracia russa persiste nas esferas públicas, incrementada pela corrupção. Bustos de Lênin estão nas praças, e liberdade total de imprensa é uma utopia. Como as cúpulas douradas das catedrais do Kremlin sob a luz do inverno, a beleza com certeza ressalta aos olhos em meio ao trânsito e à poluição existentes. E ela está nos palácios dos czares, na rica cozinha, nos clubes noturnos, nos ícones religiosos, nas bonecas "matriushkas", nos museus, nos monumentos soviéticos, no passo das bailarinas." (texto adaptado)



"O Amor Antigo"
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige, nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
Drummond
Sempre é tempo de recomeçar... Sempre dá tempo de mais amar!
